João Bosco Falabella responde à Câmara pedindo a Tribuna Popular para “fazer defesa técnica”; presidente nega o espaço, cobra os papéis do Requerimento 02/2026 e avisa: sem documentos, o assunto vai parar no Judiciário e no Ministério Público.
A novela das licitações de Urucará ganhou mais um capÃtulo. Dessa vez, com direito a puxão de orelha por escrito. Depois de a Câmara Municipal aprovar o Requerimento nº 02/2026 exigindo a relação completa dos processos licitatórios de 2026, com cópias de contratos e publicações, o prefeito João Bosco Falabella respondeu. Só que não enviou nenhum documento.
No OfÃcio nº 243/2026-GAPRE, de 14 de setembro, João Bosco Falabella informou que vai comparecer ao plenário e pediu o uso da Tribuna Popular na sessão do dia 21 de setembro para fazer, nas palavras dele, “a apresentação detalhada das informações solicitadas” e exercer “defesa técnica da regularidade de todos os atos e contratos administrativos” da gestão em 2026. Ou seja: papel, nenhum. Discurso, prometido.

O presidente da Câmara, vereador Antonio Laurentino da Silva, autor do requerimento, não deixou passar. Em resposta pelo OfÃcio nº 63/2026-CMU, de 15 de setembro, foi direto: a resposta do prefeito “desconsiderou a prerrogativa legislativa”, já que nenhum documento foi enviado, apenas “um pedido de uso da Tribuna Popular

E tem mais: o pedido de discurso foi negado. Segundo o presidente, a Tribuna Popular existe para o povo, não para o prefeito. O espaço, previsto no art. 76 do Regimento Interno, serve para que moradores façam crÃticas, sugestões, denúncias e reclamações sobre os serviços públicos. Defesa técnica de contrato não está no cardápio, então o pedido “não pode ser deferido”.
O ofÃcio da Câmara também vem com aviso sério: pelos arts. 35 e 65 da Lei Orgânica do MunicÃpio (LOMU), é dever do prefeito prestar as informações pedidas pelo Legislativo, “sob pena de responsabilização”. Negar isso sem motivo justo, lembra o presidente, é infração polÃtico-administrativa; quem julga esse tipo de coisa é a própria Câmara (art. 70). Se a Prefeitura continuar sem mandar nada, o texto avisa que o caso pode ir parar no Judiciário e no Ministério Público.
E AGORA?
A Prefeitura segue sem prazo cumprido e agora com um “não” formal ao plano B de discursar em vez de entregar papel. Resta saber se, na sessão de 21 de setembro, João Bosco Falabella aparece com os documentos debaixo do braço ou só com mais um pedido de palavra.
FIQUE DE OLHO
Esta redação já está com novas denúncias, e provas, contra a gestão de João Bosco Falabella. O próximo capÃtulo vem por aÃ, e promete doer bem mais do que esse.
Fontes: OfÃcio nº 243/2026-GAPRE (Prefeitura Municipal de Urucará); OfÃcio nº 63/2026-CMU (Câmara Municipal de Urucará);
















