Candidato ao Senado afirma que episódio ultrapassa disputa eleitoral; caso será levado, também, à Polícia Civil, PF, TRE-AM e MPF
O candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil) vai acionar as autoridades e notificar formalmente as direções estadual e nacional do PL após a candidata ao Governo do Amazonas Maria do Carmo (PL) divulgar, nesta quinta-feira (27/08), em sua rede social uma mensagem atribuída a uma facção criminosa com ameaças a quem fizer campanha para Wilson e tentativa de impedir manifestações de apoio ao candidato em determinadas áreas.
O jurídico da campanha de Wilson Lima vai registrar ocorrência na Polícia Civil e levar o caso à Polícia Federal, ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) e ao Ministério Público Federal (MPF). O PL também será oficialmente comunicado sobre a conduta de sua candidata e cobrado a se posicionar sobre o episódio.
“O que eu vou falar aqui é muito grave. E é algo que vai muito além de uma campanha eleitoral. A candidata Maria do Carmo usou a rede social dela para divulgar uma suposta mensagem do crime organizado ameaçando quem fizer campanha para mim e tentando impedir manifestações políticas em determinadas áreas”, afirmou Wilson.
Na publicação, Maria do Carmo reproduziu o conteúdo atribuído à organização criminosa, sem repudiar as ameaças presentes na mensagem ou a tentativa de interferência no processo eleitoral.
“A senhora pode não gostar de mim. Pode não concordar comigo. Pode criticar minhas ideias, minhas propostas, minha gestão. Isso faz parte da democracia. Mas o que é certo é certo. Quando uma facção ameaça pessoas e tenta decidir quem pode ou não pode fazer campanha dentro de uma comunidade, isso não é rejeição política. Isso é intimidação. Isso é o crime organizado tentando impor a sua autoridade sobre a população”, disse Wilson.
O candidato também questionou a postura de Maria do Carmo diante da responsabilidade de um governador na condução da segurança pública estadual.
“E o mais grave é que, em vez de repudiar essa ameaça, a candidata compartilhou a mensagem e tratou aquilo como ‘rejeição’ a mim. Quem disputa o Governo do Amazonas está se apresentando para comandar as forças de segurança do Estado. E alguém que pretende assumir essa responsabilidade não pode passar pano pra bandido”, afirmou.
Medidas jurídicas
O jurídico de Wilson Lima vai registrar Boletim de Ocorrência na Polícia Civil para formalizar as ameaças divulgadas. A Polícia Federal será comunicada para apurar a suposta mensagem atribuída à facção criminosa, eventual violência política e possíveis ilícitos relacionados ao episódio.
No âmbito eleitoral, será apresentada representação ao TRE-AM para análise da publicação, incluindo eventual propaganda eleitoral irregular, grave ameaça e possível interferência na liberdade do processo eleitoral. O Ministério Público Federal também será formalmente comunicado para apuração dos fatos.
As direções do PL no Amazonas e em âmbito nacional serão notificadas oficialmente sobre a publicação feita pela candidata do partido. A notificação também cobrará um posicionamento formal da legenda diante da divulgação de uma mensagem atribuída a uma organização criminosa contendo ameaças e tentativa de interferência no processo eleitoral.
Wilson afirmou que a situação ultrapassa a disputa entre candidatos e envolve a garantia de que a população possa exercer livremente suas escolhas políticas.
“Facção não escolhe candidato. Facção não decide quem pode fazer campanha. E bandido não manda no voto de ninguém. No Amazonas, quem tem que mandar é o Estado. E quem escolhe seus representantes é o povo”, concluiu.
















