Você concorda que, pelos fatos públicos e notórios amplamente conhecidos, o julgamento de Bolsonaro já comece com a certeza de uma sentença condenatória no final?
Você concorda, que Cristiano Zanin, advogado de Lula e da família, desde 2013, hoje ministro do STF, indicado por Lula, seja um dos cinco julgadores?
Você concorda, que em 8 de janeiro de 2023 tenha realmente ocorrido um golpe de estado, ou apenas um movimento político de protesto, que se excedeu com depredações?
Você concorda com a tese da acusação de que Bolsonaro ausentou-se do país antes de 8 de janeiro de 2023, indo para Orlando (USA), e de lá liderou uma organização criminosa armada, estimulando danos pela violência, grave ameaça, deterioração de patrimônio tombado, além de cooperar com a abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado?
Você reconhece que uma condenação de Bolsonaro poderá agitar o país, considerando que ele chega a atingir 50% de aprovação popular em pesquisas, quadro político totalmente diferente daquele do impeachment de Collor, em que havia à época quase um consenso nacional, bem como Dilma que foi afastada, com uma aprovação inferior a 5%?
Você acredita que a única alternativa de Bolsonaro seja a eleição para presidente de um correligionário, tipo o governador de SP Tarcísio de Freitas, considerando que o antipetismo talvez seja hoje a maior força política brasileira, próxima a 50% da população?
Você acredita, caso concorde com a pergunta anterior, que havendo condenação de Bolsonaro, o próximo presidente possa decretar anistia e beneficiar os réus condenados, a exemplo do que fez Trump nos Estados Unidos.?
Você concorda que Bolsonaro sofre uma perseguição do sistema liderado pelo STF e que em consequência o Brasil vive uma ditadura de toga, conforme a opinião de 45% dos brasileiros, apurada na pesquisa Atlas Intel, divulgado mês passado?
Você acredita, que o STF possa acolher as razões da defesa de Bolsonaro, por ser a primeira vez em que se debruçará sobre a matéria? Um dos pontos será a anulação da deleção do tenente-coronel Mauro Cid, que serviu como linha mestra da denúncia, na qual constatam-se contradições do depoente, que ao longo de quase quatro horas de depoimento, ele repetiu incontáveis vezes “não me lembro” e “não me recordo”?
A reflexão fica com o internauta!
Ney Lopes – jornalista, advogado, ex-deputado federal; ex-presidente da CCJ da Câmara Federal – ex-presidente do Parlamento Latino-Americano, procurador federal – nl@neylopes.com.br – blogdoneylopes.com.br
The post Perguntas no julgamento de Bolsonaro appeared first on amazonaspix.com.br.
The post Perguntas no julgamento de Bolsonaro appeared first on amazonaspix.com.br.

