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Mercados britânicos ficam sem comida após aumento de casos

A federação de varejistas britânicos pediu ao governo nesta quinta-feira (22) que relaxe as regras que impõem quarentenas aos casos de contato com pessoas infectadas pelo coronavírus, uma medida que ameaça o abastecimento dos supermercados diante do aumento de contágios no Reino Unido. 

É uma epidemia dentro da pandemia, apelidada de “pingdemic” pelos britânicos, em um trocadilho entre “ping” (receber uma notificação) e “epidemic” (epidemia).

O número de novos positivos no país disparou nas últimas semanas, chegando a 50 mil por dia. Com isso, centenas de milhares de casos de contato foram obrigados a se isolar, desfalcando muitos setores econômicos: dos transportes à distribuição de alimentos.

Fotos de prateleiras de supermercados vazias estampavam as primeiras páginas da maior parte dos jornais britânicos nesta quinta-feira.

“Essa ‘pingdemic’ aumenta a pressão sobre a capacidade dos varejistas de manter o horário de funcionamento e reabastecer as lojas”, alertou o diretor da federação de varejistas British Retail Consortium, Andrew Opie. 

“O governo deve agir rapidamente”, destacou. 

Diversas redes de supermercados, assim como a associação de produtores de carne e transportadoras, também denunciaram a escassez de mão de obra. Parte destes funcionários se viu obrigada a ficar de quarentena.

O governo prometeu isentar certos trabalhadores essenciais da obrigação de cumprir dez dias de isolamento, desde que tenham recebido as duas doses da vacina, ou testado negativo para covid-19.

Isso já se aplica, desde segunda-feira (19), aos trabalhadores de saúde pública “em circunstâncias excepcionais”.

O ministro de Empresas, Kwasi Kwarteng, disse à emissora BBC nesta quinta-feira que a lista de trabalhadores isentos será publicada durante o dia, mas advertiu que será “muito limitada”. 

Um dos países europeus mais atingidos pela pandemia, com quase 129 mil mortes, o Reino Unido enfrenta uma nova onda de casos, devido à variante Delta do coronavírus, muito mais contagiosa do que as anteriores.

Ainda assim, na segunda-feira, o Executivo de Boris Johnson suspendeu quase todas as restrições sanitárias restantes na Inglaterra, abandonando o distanciamento social e o uso obrigatório de máscara em ambientes fechados. O governo conta com sua avançada campanha de vacinação que, até agora, limitou o número de hospitalizações e de mortes.

R7.com*

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