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Japão: Turistas são proibidos entrar em becos particulares no distrito das gueixas em Kyoto

Os turistas no Japão serão proibidos  entrar em vielas privadas no famoso bairro das gueixas de Quioto, a antiga cidade enfrenta o excesso de turismo após a pandemia.

Os residentes de Quioto estão muitos frustrados com a falta de respeito dos visitantes com as Gueixas. Em Dezembro, um conselho distrital de Gion se propôs resolver o problema, dizendo que o seu bairro “não é um parque temático”.

Um morador contou à mídia local japonesa que o quimono de uma maiko foi rasgado e outra teve uma bituca de cigarro colocada no colarinho.

Com o problema em andamento, o conselho decidiu intensificar a fiscalização.

“Pedimos aos turistas que evitem entrar em ruas privadas estreitas a partir de abril”, disse Isokazu Ota, membro executivo do conselho.

“Não queremos fazer isso, mas estamos desesperados”, disse ele, acrescentando que vão colocar cartazes.

A principal rua Hanamikoji de Gion, que é pública, permanecerá aberta aos turistas.

Ota disse que grupos de turistas às vezes “agem como paparazzi” quando gueixas emergem de ruas estreitas, que têm apenas 1 ou 2 metros de largura.

Em 2019, o conselho distrital de Gion colocou cartazes dizendo “proibido fotografar em estradas privadas”, alertando sobre multas de até ¥ 10.000 (US$ 67).

Apesar dos equívocos comuns no exterior, as gueixas não são profissionais do sexo, mas sim artistas e contadoras de histórias altamente qualificadas na dança tradicional japonesa, instrumentos musicais e jogos.

O turismo no Japão tem estado em expansão desde que as restrições fronteiriças da era pandémica foram levantadas, e outras atrações importantes também estão a tomar medidas contra o turismo excessivo.

Neste verão, os caminhantes que usarem a rota mais popular para escalar o Monte Fuji serão cobrados ¥ 2.000 (US$ 13) cada, com números limitados para aliviar o congestionamento e melhorar a segurança.

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