Decisão ainda será analisada pelo plenário virtual do Supremo, entre os dias 12 e 19 de dezembro
O decano do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, deu liminar, nesta quarta-feira (3) para que apenas a PGR (Procuradoria-Geral da República) possa pedir o impeachment de ministros da Corte.
A decisão suspende trecho da lei de 1950 que previa a prerrogativa para qualquer cidadão brasileiro. O plenário vai se debruçar sobre o tema em julgamento virtual, entre os dias 12 e 19 de dezembro.
Gilmar também determina que a aprovação do processo pelo Senado Federal exija dois terços dos votos, e não mais maioria simples, como consta na legislação atual.
A liminar do decano impede, ainda, que o mérito de decisões judiciais proferidas por ministros do STF seja usado como argumento para denúncia de crime de responsabilidade.
De acordo com Gilmar, o impeachment “abusivo” pode se tornar um meio de intimidar e enfraquecer o Poder Judiciário, prejudicando a imparcialidade e a independência dos magistrados.
“Os juízes, temendo represálias, podem se ver pressionados a adotar posturas mais alinhadas aos interesses políticos momentâneos, em vez de garantirem a preservação dos direitos fundamentais.”
Quanto ao quórum para admissibilidade do impeachment no Senado, o decano afirma que a exigência de mera maioria simples é uma situação “esdrúxula” e incompatível com a Constituição.
“Em uma sessão aberta com 41 senadores, a abstenção de 30 poderia levar à admissibilidade e ao recebimento da denúncia contra membros do Judiciário pela votação de apenas onze”, exemplifica.
Saiba os próximos passos da decisão sobre o impeachment de ministros do STF
Gilmar Mendes determinou que apenas a PGR pode pedir a destituição de magistrados da Corte; liminar vai ser analisada por integrantes do Supremo ainda neste mês
O plenário do STF vai se debruçar sobre o tema em julgamento virtual entre os dias 12 e 19 de dezembro. A liminar deve ter ao menos cinco votos favoráveis para ser aprovada.
Gilmar suspendeu, na manhã de quarta-feira (3), o trecho da lei de 1950 que previa a prerrogativa para qualquer cidadão brasileiro pedir impeachment de ministros do Supremo.
Apesar da mudança, ainda cabe ao Senado Federal processar e julgar ministros do STF por eventuais crimes de responsabilidade. Dar andamento ao pedido é uma decisão do presidente da Casa.
A liminar de Gilmar Mendes determina que a aprovação do processo pelo Senado exija dois terços dos votos, e não mais maioria simples, como consta na legislação atual.
A decisão também impede que o mérito de decisões judiciais proferidas por ministros do STF seja usado como argumento para denúncia de crime de responsabilidade.
De acordo com o decano, o impeachment “abusivo” pode se tornar um meio de intimidar e enfraquecer o Poder Judiciário, prejudicando a imparcialidade e a independência dos magistrados.
“Os juízes, temendo represálias, podem se ver pressionados a adotar posturas mais alinhadas aos interesses políticos momentâneos, em vez de garantirem a preservação dos direitos fundamentais”, afirma Gilmar na decisão.
Quanto ao quórum para admissibilidade do impeachment no Senado, o decano afirma que a exigência de mera maioria simples é uma situação “esdrúxula” e incompatível com a Constituição.
“Em uma sessão aberta com 41 senadores, a abstenção de 30 poderia levar à admissibilidade e ao recebimento da denúncia contra membros do Judiciário pela votação de apenas onze”, exemplifica.
Oposição critica decisão
A oposição no Senado Federal criticou a determinação do ministro Gilmar Mendes. Em nota, o senador Jorge Seif (PL-SC), disse que o Supremo não pode “reescrever” a Constituição e criticou o que chamou de “blindagem” do STF.
“O Supremo não pode reescrever a Constituição nem limitar a competência do Senado. Blindar ministros contra qualquer possibilidade de responsabilização fere a separação de Poderes e enfraquece a República”, escreveu o parlamentar.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), chamou a decisão de Gilmar de “equivocada” e “institucionalmente perigosa”.
Já o senador Carlos Viana (Podemos-MG) disse que a decisão de Gilmar, “ao restringir ao Procurador-Geral da República a legitimidade para solicitar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, exige uma posição clara em defesa da Constituição e do equilíbrio entre os Poderes da República”.
Via CNN Brasil
The post Gilmar Mendes determina que apenas PGR pode pedir impeachment de ministros do STF appeared first on amazonaspix.com.br.
The post Gilmar Mendes determina que apenas PGR pode pedir impeachment de ministros do STF appeared first on amazonaspix.com.br.

