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Manaus

Avô de adolescente desaparecido em igarapé de Manaus afirma que neto sabe nadar

O avô do adolescente Edmundo Alencar Neto, de 17 anos, que está desaparecido após pular dentro do igarapé para buscar uma bola, afirmou ao G1, nesta terça-feira (13), que o adolescente sabe nadar.

A família chegou ao local para acompanhar as buscas do corpo de bombeiros, mas o pai passou mal. O corpo do outro adolescente foi encontrado no início da madrugada.

“Ele pulou para salvar outro rapaz que estava se afogando. Ele tinha o costume de brincar nessa quadra, sempre estavam juntos na quadra. Não sei o que aconteceu, mas ele sabe nadar”, afirmou o avô do adolescente, João Nestor.

O pai do adolescente que ainda está desaparecido, ao chegar ao local para acompanhar as buscas, passou mal. Ele foi atendido por uma equipe médica do Corpo de Bombeiros. E, de ambulância, foi levado para o Pronto-socorro do São Raimundo, na Zona Sul.

“Ele está muito abatido, já deram medicamentos para ele na ambulância, e está sendo levado para o Pronto-socorro”, afirmou o avô do adolescente.

Buscas por desaparecidos

Foi encontrado, no início da madrugada, o corpo de um dos adolescentes que desapareceram após pular em um igarapé, no bairro da Compensa, Zona Oeste de Manaus. Os bombeiros seguem as buscas para localizar o outro garoto que está desaparecido.

Imagens registradas por celulares de colegas dos adolescentes mostraram o momento que os adolescentes tentavam pegar a bola que caiu no igarapé, mas se afogaram e não voltaram mais.

Policiais da 21ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) disseram que os adolescentes brincavam de futebol em uma quadra no Centro de Convivência Magdalena Arce Daou. Por volta de 17h, a bola caiu no igarapé, que passa na Avenida Brasil.

“As buscas continuam aqui, com esse trabalho de superfície, mas utilizando uma ferramenta chamada espinhel, que faz uma varredura no leito do rio e vai arrastando qualquer objeto que se encontre e, encontrando, no caso, o corpo, esse espinhel vai puxando a vítima”, explicou o Tenente-Coronel Arraz, do Corpo de Bombeiros.

De acordo com o militar, a principal dificuldade que limita a ação dos bombeiros é a poluição. “Uma das estratégias de resgatar o corpo em meio líquido é o mergulho. E esse mergulho nós não estamos fazendo. Existem outras técnicas para resgatar essa vítima, mas vamos supor que fosse uma água limpa, com certeza, primeira coisa que iríamos fazer seria o mergulho, mas a água não permite. É por questões de saúde”, contou.

Os bombeiros usam uma espécie de canoa da corporação para fazer as buscas com o auxílio da ferramenta espinhel.

A PM continua no local junto aos agentes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana para dar apoio aos bombeiros.

Na noite desta segunda-feira (12), o primo de um dos adolescentes, Douglas Alves, contou ao G1 que estava na casa onde moram quando um conhecido chegou e informou a família sobre o que aconteceu com o jovem.

Disseram que eles foram pular por causa de bola e acabaram sumindo. Infelizmente, aconteceu, mas a gente quer que seja pelo menos resgatado os corpos deles. O que aconteceu eu não desejo para família nenhuma”, disse.

Inicialmente, o Corpo de Bombeiros informou que as buscas aconteceriam apenas na manhã de terça-feira (13). Os familiares e moradores do bairro fecharam a Avenida Brasil em um protesto para cobrarem as buscas feitas pelos bombeiros. Após a ação, uma equipe da corporação foi ao local.

* Com informações de G1 Amazonas

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