Portal Uno Midias
Cultura Empreendedorismo

Advogado lança livro: “Quando o Ambiente Adoece: Burnout e a Luta por Qualidade de Vida”

Amigos e autoridades prestigiaram a noite de autógrafos do autor, Abraão Guimarães

O lançamento do livro que detalha a síndrome de Burnout, o esgotamento físico e mental causado por estresse crônico no trabalho, assim como a busca por uma vida mais equilibrada e saudável aconteceu, na noite desta segunda-feira (22/09), na Galeria de Artes do Instituto Cultural Brasil – Estados Unidos (ICBEU Manaus). A publicação “Quando o Ambiente Adoece: Burnout e a Luta por Qualidade de Vida”, do advogado e professor Abraão Guimarães, trata de questões que tem afetado a população mundial, em especial, profissionais que lidam com prazos apertados e fortes pressões.

O assunto foi o tema da dissertação de mestrado do autor. O adoecimento de integrantes de categorias com jornadas extensas e com muita responsabilidade chamou a atenção de Abraão, que buscou na própria vivência o subsídio para embasar os argumentos apresentados. “Usei os motoristas de aplicativo como estudo-problema, pois fui motorista de aplicativo enquanto estava na graduação de direito. O objetivo foi propor uma leitura jurídico-ambiental do trabalho que assegure condições dignas, prevenção e responsabilização, quando houver nexo com o adoecimento”, explicou o autor.

A maior prevalência da síndrome ocorre em profissionais dedicados aos cuidados de terceiros ou prestadores de serviço. A advocacia reúne fatores clássicos de risco: prazos sucessivos, alta carga cognitiva, hiperconexão (mensagens, e-mails, apps), grandes metas, forte pressão por performance, contato contínuo com conflitos e sofrimento alheio. “Todos esses elementos no ambiente de trabalho funcionam como gatilhos para o “burnout digital”, levando a questionamentos sobre o direito à desconexão (limites entre vida pessoal e profissional se tornam difusos; risco de esgotamento mental, físico e emocional)”, esclareceu Abraão.

Formas de prevenção

Prevenção passa por mudança organizacional, com ações coletivas e de gestão, e também individuais.
• Medidas organizacionais: limites claros de jornada/contato; gestão de carga de trabalho; pausas; apoio psicossocial; políticas explícitas de desconexão.
• Medidas individuais: reconhecimento precoce de sinais e estratégias de autocuidado, articuladas a um ambiente que não premie a hiperdisponibilidade.
• Base normativa: dever empresarial de zelar por saúde e segurança (Convenção OIT 155; Decreto 9.571/2018, Diretrizes Nacionais sobre Empresas e Direitos Humanos).

Tratamento

O burnout é classificado pela Organização Mundial de Saúde (CID-11 QD85) como fenômeno ocupacional ligado ao contexto laboral. O tratamento envolve afastamento/ajuste de trabalho, suporte terapêutico e reorganização das condições que geraram o esgotamento.

No plano jurídico-previdenciário brasileiro, quando há nexo, enquadra-se como doença relacionada ao trabalho, equiparada a acidente para fins de proteção (Lei 8.213/91, arts. 19–21).

Políticas públicas

O autor sugere a definição de políticas públicas pela União e estados para combater o surgimento de novos casos a partir de legislações mais rígidas e campanhas de conscientização sobre os sintomas e tratamento.

Em se tratando de advocacia e carreiras jurídicas, o autor propõe:

  1. Protocolos de gestão de prazos e plantões nos órgãos públicos e escritórios, com escalas rotativas e limites de disponibilidade digital fora do expediente.
  2. Comitês de Saúde Mental em seccionais da OAB/tribunais, com triagem, acolhimento e convênios terapêuticos.
  3. Selo de Boas Práticas em Saúde Mental para escritórios e departamentos jurídicos, atrelado a metas de desconexão, pausas e suporte psicossocial.

RELACIONADOS

Carnaval não é feriado e faltar ao trabalho, nesses dias, pode até gerar demissão

Brasil 61

Semana da Cultura do Café se encerra com dia de campo na Fazenda Experimental da Ufam

Redação Am

Prazo para adesão de municípios de Rondônia à Política Nacional Aldir Blanc termina nesta segunda, 26

Brasil 61