Cuidar de quem mais precisa: conheça as propostas da Professora Maria para o desenvolvimento social

Plano prevê Auxílio Amazonas para dobrar o valor do auxílio estadual permanente, garantindo reajuste anual por lei e criando regra de transição que permita aumentar a renda sem perda imediata do benefício

Para qualquer amazonense que depende de benefícios pagos pelo governo para fechar as contas do mês, conseguir um emprego deveria ser uma conquista, nunca representar o medo de perder, de uma hora para outra, o dinheiro que ajuda a manter a casa. É a partir dessa lógica simples e real que a Professora Maria, candidata ao governo pela coligação “Mudar é Urgente” – PL/Novo, apresenta uma das principais propostas do seu Plano de Governo: implantar o Auxílio Amazonas, dobrando o valor atual do auxílio estadual permanente para R$ 300, hoje pago a mais de 300 mil famílias, além de criar uma transição gradual para quem quer aumentar a renda.

“Se uma pessoa consegue um emprego, isso deveria ser motivo para comemorar, não para ter medo de perder a renda que sustenta a família. Queremos proteger quem precisa hoje e, ao mesmo tempo, abrir uma porta para que essa pessoa possa caminhar com as próprias pernas amanhã”, explicou a Professora Maria.

Segundo a candidata, quem recebe o benefício não perderá o auxílio porque conseguiu um trabalho ou começou a ganhar um pouco mais. A ideia é que a ajuda financeira diminua aos poucos, enquanto a renda da família cresce. A proposta coloca a assistência social no começo de uma trajetória — e não como ponto final.

A proposta é acompanhada de uma política voltada a quem já trabalha por conta própria, prevendo conectar quem recebe o benefício a qualificação profissional, emprego, microcrédito e apoio para empreender. Pequenos comerciantes, trabalhadores informais, artesãos e produtores do interior estão entre os públicos a serem alcançados pela iniciativa.

“O que estamos propondo é uma visão mais ampla de proteção social. O desafio não termina quando o benefício chega à família. É preciso criar condições para que ela tenha mais renda e autonomia”, destacou.

Acolhimento 
É com essa mesma lógica que as pessoas em situação de rua também estão contempladas no plano de governo da coligação “Mudar é Urgente”. Em vez de tratar apenas da falta de abrigo, o documento prevê a oferta de acolhimento, saúde, assistência, qualificação e encaminhamento para o mercado de trabalho.

Para quem enfrenta dependência química, a proposta é reforçar a rede pública de saúde mental e de atendimento a dependentes de álcool e outras drogas, com acompanhamento profissional e apoio às famílias.

“A pessoa que está na rua não precisa apenas de um lugar para dormir. Precisa de cuidado, saúde, apoio e uma possibilidade concreta de reconstruir a própria vida. O Estado precisa estar presente nesse caminho”, defendeu a candidata.

Rede de proteção para as mulheres
Para mulheres vítimas de violência estão previstas casas-abrigo, hoje um dos principais gargalos, além de centros de referência e equipes preparadas para acompanhar a reconstrução de sua vida longe do agressor. Também haverá a ampliação da Delegacia Especializada em Crimes contra as Mulheres nos bairros da capital e em, pelo menos, seis municípios do interior. Já para idosos, o plano propõe ainda um canal estadual gratuito, sigiloso e 24 horas para denúncias de maus-tratos.

Uma política social que chegue a todos
O mapa das propostas de melhoria da qualidade de vida das pessoas se estende para além de Manaus, levando serviços de assistência social a comunidades ribeirinhas e indígenas do interior, ampliando o acesso ao crédito e a qualificação para mulheres, além de criar estruturas de acolhimento para idosos nos municípios-polo.

As ações voltadas para a acessibilidade também mira periferias e interior, com medidas para melhorar calçadas, rampas e transporte público e ampliar a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Outro ponto importante da rede de assistência é a regularização fundiária de famílias que vivem há anos em imóveis sem documentação.A proposta é entregar o título de propriedade a quem já tem sua casa, priorizando áreas urbanas consolidadas e respeitando a legislação. A ideia apresentada no plano é transformar aquilo que hoje é apenas uma posse em uma propriedade reconhecida — e, com ela, ampliar o acesso a crédito e segurança para a família.

Na habitação, o plano defende priorizar áreas que já tenham escola, transporte e outros serviços públicos. A casa, nessa visão, não deve significar morar cada vez mais longe de onde a vida acontece.

Desenvolvimento também passa pelo esporte e pela cultura
O plano de governo da Professora Maeia inclui ainda propostas para ampliar o esporte no Estado, com Jogos dos Povos Indígenas do Amazonas, circuito estadual de canoagem e expansão das corridas de rua para municípios do interior.

Na cultura, a Professora Maria propõe liderar a articulação para a candidatura do Boi-Bumbá de Parintins à UNESCO e criar condições para receber artistas e jornalistas estrangeiros durante o ciclo de produção dos bois.

No conjunto, as propostas partem de uma mesma questão: como fazer a política social chegar a quem precisa sem transformar a vulnerabilidade em destino.

“O Amazonas precisa de uma política social que proteja, mas que também abra caminhos. Quem está na periferia, no interior, numa comunidade ribeirinha ou enfrentando uma situação difícil precisa saber que o Estado não vai apenas dizer para ela sobreviver. Vai ajudar a encontrar um caminho para viver melhor”, defendeu a Professora Maria.

FOTO – Thiago Poncio / Assessoria MC

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